Aquisição forense de SSDs NVMe e EDSFF: recursos do LEX F1000
A aquisição forense de SSDs modernos exige mais do que copiar arquivos. É preciso preservar os dados de origem, produzir uma imagem forense compatível com as ferramentas de análise e verificar sua integridade.
Com unidades NVMe e formatos EDSFF, a compatibilidade física também passa a fazer parte do desafio técnico.

Ambiente ilustrativo de laboratório de perícia digital.
Aquisição forense: quatro recursos essenciais
Em uma operação de forensic imaging, os principais recursos trabalham em conjunto:
Write blocker — proteção contra escritas indesejadas na mídia de origem, conforme a interface e o modo de operação.
Imagem forense — geração de arquivos para análise, como DD (RAW), E01 e EX01.
Verificação por hash — conferência da integridade dos dados adquiridos.
Logs e relatórios — registro de informações da mídia e das etapas da tarefa.

Fluxo ilustrativo de aquisição e verificação; os procedimentos dependem da interface, do modo e do equipamento utilizados.
NVMe e EDSFF: por que a compatibilidade importa?
NVMe é um protocolo de armazenamento. EDSFF é uma família de formatos físicos de SSDs corporativos, como E1.S, E1.L, E3.S e E3.L. São conceitos diferentes.
M.2 — formato compacto usado em diversas unidades NVMe.
U.2 / U.3 — interfaces e formatos presentes em sistemas profissionais e servidores.
E1.S / E1.L — módulos EDSFF voltados a ambientes de alta densidade.
E3.S / E3.L — outra família EDSFF, com dimensões e características mecânicas próprias.
Ponto importante: um dispositivo que lê SSD NVMe não necessariamente possui conexão física para todos os formatos EDSFF.
O que diferencia um forensic imager profissional?
Além da compatibilidade com as mídias, algumas características influenciam diretamente o fluxo de aquisição:
Formatos de imagem — DD, E01 e EX01, conforme as necessidades da análise.
Integridade — hash verification e informações de auditoria.
Destinos de aquisição — armazenamento local e opções de transferência para rede.
Desempenho — velocidade compatível com as unidades e o destino utilizados.
Funções independentes — aquisição forense, duplicação e sanitização são operações com finalidades diferentes.
LEX FORENSIS F1000: uma solução para esse cenário

O LEX FORENSIS F1000, da U-Reach, reúne aquisição de imagens forenses, duplicação e sanitização em uma plataforma para diferentes tecnologias de armazenamento, incluindo NVMe, EDSFF, SATA, SAS e USB.
Imagens forenses: DD, E01 e EX01.
Compatibilidade: M.2, U.2/U.3 e formatos EDSFF, entre outras interfaces divulgadas pelo fabricante.
Integridade e documentação: hash, identificação da mídia e registros de tarefa.
Desempenho: até 1.500 MB/s em condições compatíveis; não é uma velocidade garantida em toda operação.
Outras funções: transferência entre unidades e destinos de armazenamento, além de sanitização em modos específicos.
Perguntas rápidas sobre forensic imaging
NVMe e EDSFF são a mesma tecnologia?
Não. NVMe é um protocolo; EDSFF define formatos físicos. Um equipamento deve declarar a compatibilidade com os formatos específicos utilizados.
Qual a diferença entre write blocker e forensic imager?
O write blocker protege a origem contra operações de escrita; o forensic imager é usado para produzir uma imagem dos dados. Um equipamento pode reunir ambas as funções.
O LEX F1000 gera imagens DD, E01 e EX01?
Sim. Esses formatos constam na documentação divulgada pela U-Reach para a linha LEX FORENSIS.
O LEX F1000 também realiza sanitização?
Sim. A sanitização é uma operação de apagamento, distinta da aquisição forense destinada à preservação de dados.
Em síntese: interfaces compatíveis, bloqueio de escrita, formatos de imagem, hash e registros de operação são elementos centrais para um fluxo de aquisição forense consistente.



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